ENTREVISTA / Luis Flavio Sapori
Dentre as drogas ilícitas mais consumidas no Brasil, o crack é a que gera mais usuários compulsivos. Segundo especialistas, os danos sociais, que o seu consumo e comércio causam são muito superiores àqueles provocados pela maconha, a cocaína em pó ou o ecstasy.
Na região metropolitana de Belo Horizonte, por exemplo, as implicações do crack na saúde e na segurança pública são tão significativas que se tornaram foco de uma grande pesquisa intersetorial realizada entre dezembro de 2008 e julho de 2010 pelo Centro de Pesquisas em Segurança Pública (Cepesp) da PUC Minas e o Centro Mineiro de Toxicomania/Fhemig, com financiamento do CNPq. O estudo resultou no livro “Crack – um desafio social” (Ed. PUC Minas), organizado por Luis Flavio Sapori e Regina Medeiros e lançado em dezembro passado.
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BRASÍLIA – O novo secretário Nacional de Políticas sobre Drogas, Pedro Abramovay, defendeu nesta segunda-feira a aprovação do projeto que prevê o fim da prisão para pequenos traficantes, que atuam no varejo apenas para sustentar o próprio vício. São pessoas que, segundo a definição do secretário, estariam numa situação intermediária entre o usuário e o traficante ligado ao crime organizado. A atual lei está abarrotando os já superlotados presídios brasileiros: dos 70 mil presos nos últimos quatro anos, 40 mil são pequenos traficantes.
Abramovay vê com simpatia também a experiência de Portugal que, há dez anos, liberou o consumo de pequenas quantidades de droga. Mas entende que o assunto tem de ser discutido exaustivamente com a sociedade. Ex-secretário nacional de Justiça e de Assuntos Legislativos, o advogado de apenas 30 anos assume o comando da Senad, que o governo Dilma Rousseff levou do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência para o Ministério da Justiça.
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Posted on 04 janeiro 2011
A presidente eleita, Dilma Rousseff, decidiu unificar as ações de repressão e prevenção às drogas. A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), hoje chefiada por militares, passará para o Ministério da Justiça. Ontem, foi anunciado o futuro diretor da Polícia Federal: o superintendente do órgão em São Paulo, Leandro Daiello Coimbra, afinado com a atual direção.
Secretaria que cuida do tema sai do GSI e vai para Ministério da Justiça; diretor da PF será o atual superintendente em SP
BRASÍLIA. A presidente eleita, Dilma Rousseff, e o futuro ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, escolheram o delegado Leandro Daiello Coimbra para comandar a Polícia Federal, em substituição ao atual diretor, Luiz Fernando Corrêa. Dilma decidiu ainda transferir a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para o Ministério da Justiça. Com a troca, o Ministério da Justiça passa a controlar todas as ações federais de repressão e prevenção às drogas.
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Posted on 04 janeiro 2011
O governo Dilma Rousseff vai subsidiar países vizinhos em ações de combate ao narcotráfico e ao crime organizado. O anúncio foi feito no domingo pelo ministro da Justiça José Eduardo Cardozo. A decisão deve beneficiar países que possuem centros produtores de drogas, como Bolívia e Paraguai. “Teremos que subsidiar iniciativas e fazer operações integradas”, disse Cardozo, após tomar posse. “Alguns países de fronteira não têm a capacidade operacional e os recursos que nós temos.” As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
O ministro não quis antecipar valores, mas deixou claro que a cooperação envolverá repasses de dinheiro. “Se for necessário que subsidiemos alguma coisa, temos que fazê-lo, nos limites da lei.”
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Cercados por tanques de guerra e tropas de diversas forças de segurança, eles pareciam encurralados. Mas diante das câmeras, aos olhos do mundo todo, deram a volta por cima e desceram do outro lado em caravana de motos roubadas. Na calada da noite, entraram pelos canos e saíram bichos do mato.
Ocupado o Complexo do Alemão, muitas drogas e armas foram apreendidas. Alguns foram presos. O Fantástico sugeriu fuga por metrô. Denúncias apontaram para um carro da Polícia Civil de Cabo Frio.
O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, minimizou: “marginal sem casa, sem arma, sem território, sem moeda de troca é muito menos marginal”. Certo. Mas por quanto tempo?
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