Drogas – Praticamente legalizadas

Em muitos países, prisões superlotadas, orçamentos esquálidos e um cansaço generalizado diante da guerra às drogas tornaram a tarefa de fazer valer o proibicionismo mais difícil.

A “Clínica de Saúde Natural” Green Relief num bairro boêmio de São Francisco não parece uma clínica comum de medicina. Para aqueles que se perguntam qual o tipo de cura que lá se provê, sua logomarca – uma folha de maconha – é uma pista. Lá dentro, em menos de uma hora, e por US$99, pacientes obtêm uma prescrição médica permitino-lhes fumar maconha na California sem temer a Lei. Num estado pioneiro na promulgação de leis antitabaco, fumar canabis é agora mais fácil do que em qualquer lugar do mundo.

Siga este link para ler o artigo completo, en inglês, no site economist.com

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Maconha terapêutica: cai a última resistência. American Medical Association aprova o uso

A American Medical Association (AMA) é a mais importante, a maior e, também, a mais conservadora dentre as entidades que congregam médicos dos EUA.

Por duas vezes, a AMA já havia recomendado às autoridades sanitárias e aos parlamentares para não excluírem a ‘marijuana’ do elenco da Tabela I, ou seja, das substâncias proibidas, como a heroína e a cocaína.
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Drogas, armas e violência

Um helicóptero abatido desde o morro dos Macacos, como no Iraque ou nos filmes de aventura, foi a grande sensação pelo seu ineditismo entre nós. Como se os fogos cruzados não fossem fatos corriqueiros, vividos no cotidiano das favelas e nas áreas circundantes. O fato, entretanto, teve um resultado positivo. Apesar da tragédia e de mortes de profissionais em serviço, chamou a atenção do grande público para uma realidade que é crônica. Do outro lado, trouxe um elemento negativo: crer que a situação só vai piorando, o que não é bem verdade, como intentaremos dizer adiante.
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Sem compromisso com o erro

Foto de Divulgação

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Juscelino Kubitschek, nosso ex-presidente, costumava dizer: “Não tenho compromisso com o erro”. Ninguém deve ter. O Brasil inclusive. Voltar atrás, corrigir ou mudar de rumo, em geral, tem custos emocionais, econômicos e políticos. Mas, às vezes, é indispensável.
Na entrevista desta semana de Veja, o ex- presidente Fernando Henrique aponta na mesma direção: corrigir para avançar. As políticas de combate às drogas e ao tráfico não estão dando certo. No mínimo, são insuficientes. É preciso rediscuti-las. Para tanto, é preciso quebrar preconceitos. Quebrar preconceitos implica antes de tudo, a disposição de debater, questionar, experimentar novos caminhos. Precisa-se de nova agenda.
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Drogas: mudei de opinião

Foto de Divulgação

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Nos meus tempos de Polícia Militar, achava que os usuários de drogas deveriam ser reprimidos com o mesmo rigor que os traficantes. Já no final da carreira, tinha minhas dúvidas. Ora, por mais que os governos e a polícia se empenhassem (até as Forças Armadas foram empregadas no Rio de Janeiro), nada mudava, ou melhor, mudava para pior: mais traficantes, mais usuários, mais tiroteios, mais mortes, mais comunidades subjugadas por “comandos”, mais assaltos, mais “bondes” do mal em túneis e vias expressas. Na verdade, o que fazíamos, ou melhor, o que fazemos não passa de um constante “enxugar gelo”, expressão que utilizei em texto que escrevi há mais de 15 anos.
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